Sexta, 24 Outubro 2014 00:14

Hérnia de Hiato é um problema recorrente, mas pouco conhecido

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Pesquisas mostram que incidência deste distúrbio aumentou na última década.

A Hérnia de Hiato é um dos problemas mais frequentes registrados nos consultórios de médicos clínicos e de gastroenterologistas. Esta doença é caracterizada por uma fragilidade do óstio diafragmático. Ela divide o abdome do tórax, causando o alargamento deste espaço e a herniação de parte da câmara gástrica para o tórax do paciente.

Além da idade, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença: Excesso de peso; distúrbios e erros alimentares, como se alimentar com grandes quantidades antes de se deitar; ingestão de líquido em excesso durante as alimentações; traumas abdominais; problemas genéticos e prática de esportes que forcem a musculatura abdominal, como musculação e halterofilismo.

Na maioria das vezes, a Hérnia de Hiato é pouco sintomática ou mesmo negligenciada pela população, por isso, é preciso estar atento aos principais sintomas:Azia, eructação (liberação de gases), regurgitação de alimentos, sinais relacionados com má digestão, desgaste anormal do esmalte dentário, halitose (mau cheiro na boca), disfonia de predomínio matutino (rouquidão), pigarro, distensão abdominal e dor precordial (à frente do coração). Geralmente estes sintomas são exacerbados após a ingestão de alimentos ou jejum prolongado. Em casos de hérnia muito grande, os sintomas podem ser parecidos com os das doenças cardíacas e pulmonares. Além disso, também podem ocorrer sintomas de compressão de estruturas torácicas, como tosse, pigarro e falta de ar.

"Medidas como perda de peso, atividade física, elevação da cabeceira da cama são recomendadas para a prevenção e tratamento da Hérnia de Hiato"

O seu diagnóstico é basicamente clínico. Ao deixar seu médico a par de informações baseadas em sinais e sintomas, hábitos alimentares, histórico de atividade física e padrão de sono e vigília, ele poderá formular uma hipótese diagnóstica de Hérnia de Hiato que poderá ser confirmada com exames auxiliares como Endoscopia Digestiva Alta, Manometria e Phmetria Esofágica.

A Endoscopia Digestiva Alta é um exame realizado por um médico especialista com um equipamento chamado de endoscópico flexível, que possui uma micro-câmera na extremidade. O procedimento é realizado com o paciente sedado e deitado, durante o processo o aparelho é introduzido pela boca, com progressão lenta e cuidadosa pelo esôfago, transição esofagogástrica, estômago e duodeno. Este exame possibilita o diagnóstico e mensuração da patologia, bem como a identificação ou não de patologias associadas a Hérnia de Hiato, Esofagite, Úlceras, Pólipos, Esôfago de Barrett e Neoplasias (câncer). Outros exames como Manometria e Phmetria Esofágica dão ênfase a motilidade do órgão e sua função valvular.
Geralmente, o tratamento é clínico e baseia-se na mudança de hábitos alimentares, como uma dieta regrada, evitando o consumo de grande quantidade de alimentos de uma vez só, principalmente nos períodos noturnos. Também é importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas, refrigerantes, chocolates, café, chá preto, produtos lácteos, massas de tomate e alimentos gordurosos, cítricos, ácidos ou fermentativos, que possam irritar a mucosa gástrica e agravar os sintomas.

Algumas medidas como perda de peso, atividade física, elevação da cabeceira da cama são recomendadas para a prevenção e tratamento da Hérnia de Hiato.

Apresentando sinais e sintomas de refluxo gastroesofágico, o tratamento deve incluir antiácidos, onde podem ser associados medicamentos ditos pró-cinéticos, que auxiliam no esvaziamento gástrico e diminuem a sensação de barriga cheia.

A cirurgia nos casos de Hérnia de Hiato é indicada quando existir falha no tratamento clínico medicamentoso ou quando constatada alguma complicação como sangramentos, Úlcera e Estenose (estreitamento) Esofágica ou Esôfago de Barrett.

A intervenção cirúrgica é realizada geralmente pela técnica de videolaparoscopia e consiste na correção da hérnia com sutura na porção do diafragma ou da incontinência do esfíncter inferior do esôfago por meio da confecção de uma válvula antirrefluxo com o fundo gástrico que envolve total ou parcialmente o esôfago.

Fonte: Luiz Eduardo Rossi Campedelli 

 

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