Domingo, 30 Novembro 2014 10:02

Hérnia Umbilical

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Hérnia umbilical é uma fraqueza da parede abdominal na região umbilical, podendo estar presente desde o nascimento ou se desenvolver ao longo da vida. As hérnias umbilicais integram uma classe de hérnias ventrais, espontâneas ou congênitas. São geralmente espontâneas e, em cerca de 90% dos casos, é um defeito adquirido que resulta diretamente de um aumento na pressão intra-abdominal.

Epidemiologia

  • As hérnias umbilicais ocupam a terceira posição entre as hérnias mais frequentes no adulto. São relativamente comuns e, geralmente, desenvolvem-se entre os 40 e 50 anos de idade. Mais de 90% ocorrem em mulheres e quase todas são obesas e multíparas.

Sinais e sintomas

  • Hérnias pequenas são assintomáticas ou produzem queixas esporádicas. O desconforto é a manifestação mais comum, mas a oclusão intestinal pode ser o quadro dominante. A hérnia é, usualmente, dolorosa devido à tração que proporciona em tecidos vizinhos à medida que aumenta de tamanho. Episódios intermitentes de cólicas podem ser provocados por oclusão intestinal incompleta.

Diagnóstico

  • O diagnóstico é facilmente dado pelos exames clínicos, e o tratamento é cirúrgico.

Tratamento cirúrgico

  • O tratamento de qualquer hérnia umbilical deve ser cirúrgico, dado o risco de estrangulamento. O procedimento pode ser feito com aplicação de uma tela específica para a região, e algumas vantagens são: incisão pequena (tem cerca de 5 cm), cicatriz quase imperceptível, e o corte pode ser fechado com ajuda de uma cola especial. A recuperação é bem mais rápida em comparação ao procedimento sem o uso da tela.

Prognóstico

  • Hérnias que têm volume considerável, quando tratadas com simples herniorrafia, acarretam taxas de recidiva entre 30 e 50%, e somente a reparação com prótese é eficaz. As complicações pós-operatórias incluem o desenvolvimento de seroma, hematoma e infecção. O recurso a drenos, colocados nos planos retromuscular e subcutâneo, podem evitar seroma. Em pacientes saudáveis, o pós-operatório é muito mais tranquilo. O tamanho da hérnia, a idade avançada e a debilidade do paciente são fatores que podem dificultar a recuperação da cirurgia.

    O método mais moderno para a correção da doença, que utiliza uma tela específica para a região, apresenta queda de 0,1 % nos índices de recidiva do distúrbio.
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