Quarta, 26 Agosto 2015 14:17

Hérnia acomete mais de cinco milhões de brasileiros

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Essa patologia, em casos extremos, pode chegar à obstrução de intestino e necrose.

Dados divulgados pelo IBGE revelam que 5.5 milhões de brasileiros sofrem de hérnia. Embora comum, essa patologia ainda é motivo de muita dúvida para a população em geral. Sem causa evidente para o problema, sabe-se que a hérnia acontece pela perda da elasticidade muscular. Fatores como constipação ou tosse crônicas, fibrose cística, próstata aumentada, obesidade, má alimentação, tabagismo, esforço excessivo e testículos que não desceram, podem desencadear a hérnia, mas não são decisivos. “Estamos falando de pacientes que, se não acompanhados da devida forma podem progredir para obstrução do intestino e até necrose”, alerta o coordenador do Centro de Hérnia do Hospital Samaritano de São Paulo, Dr. Alberto Meyer.

As mais comuns, inguinal e umbilical que correspondem a 90% dos casos, já possuem recursos cirúrgicos modernos que facilitam o procedimento e a recuperação do paciente. “Para realizar a cirurgia da hérnia inguinal a laparoscopia é o método mais indicado. Minimamente invasiva, feita por microfuros na parede abdominal, o procedimento dura, em média, 40 minutos e o paciente recebe alta no mesmo dia”, destaca o especialista. Já a umbilical é realizada por um corte no umbigo e inserido a tela, assim como na inguinal, para reforço da musculatura. O procedimento dura em média 20 minutos e também no mesmo dia o paciente já está em casa.

Antes das técnicas minimamente invasivas, segundo o coordenador do Centro de Hérnia do Hospital Samaritano de São Paulo, era necessário repouso mínimo de quinze dias para voltar à rotina de trabalho e atividades em geral. “Hoje, com o auxílio da tecnologia, em três dias a pessoa já está apta à retomar as atividades”.

A hérnia pode permanecer anos sem alteração, mas a tendência é que aumente de tamanho progressivamente, causando desconforto. Em casos extremos o paciente pode sofrer o chamado encarceramento, quando o intestino passa por meio do orifício da hérnia e não volta mais para a região interna do abdome. Outro agravante, segundo o especialista, é o fluxo de sangue ser interrompido (estrangulamento) e levar à necrose, sendo o paciente submetido a uma cirurgia de emergência. “Nesses casos o repouso é fator primordial. O corpo precisa de tempo para cicatrizar a região operada”.

Para finalizar, o especialista alerta sobre os principais sintomas das hérnias tipo inguinal ou umbilical:

- Inchaço na área afetada, quando pequenas;
- dor no local;
- náuseas sem motivo aparente;
- vômitos e,
- presença de sangue nas fezes.

Por isso, a qualquer indicação ou sintoma inicial, é fundamental que o paciente procure por um especialista que indicará os exames a serem feitos.

Fonte: Portal da ANAHP - Associação Nacional dos Hospitais Privados

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